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O segundo Curso de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário, realizado pela Secretaria da Administração Penitenciária através da Escola de Gestão Penitenciária, foi finalizado nesta quinta-feira (29), na sede do Grupo de Ações Penitenciárias (GAP), localizado na Região Metropolitana de Fortaleza.

Na segunda edição do curso, 55 agentes de segurança foram aprovados após 18 dias de intensas provas e desafios. Além das provas de habilidade com os instrumentos de uso no dia a dia, a adversidade de manter o equilíbrio emocional é determinante para que se consiga o êxito.

Para o secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, os participantes testaram a capacidade e vontade de aprender. “Fazer a diferença, isso é o principal desse curso. Espero que os senhores realmente absorvam isso. É apenas o começo de tudo, nós treinamos amigos que se tornarão irmãos”, afirmou o secretário.

Secretário executivo e coordenador do CIRRC, Maiquel Mendes agradeceu a todos os participantes pela confiança no trabalho e reiterou que a transformação é o que se espera de quem conseguiu finalizar o curso. “Transformar vocês em pessoas melhores para mudar a vida do país e, principalmente, nossa área da segurança pública é o grande objetivo do curso. Foi um grande desafio pois vocês foram testados em parte tática, física e comportamental. Agora esperamos realmente uma grande mudança em todos”, disse o secretário.

Superação

Além de agentes penitenciários cearenses, policiais militares e profissionais de segurança pública de outros estados, também participaram o CIRRC e foram aprovados. Foi o caso de Elvis Barros, agente penitenciário do presídio Manuel Neri da Silva, da cidade do Cruzeiro do Sul, no estado do Acre. Após ser aprovado no curso, ele confessa que a saudade de casa foi o grande desafio durante todos os dias.

“Não conhecia ainda o Ceará e fiquei impressionado com o corpo de instrutores e a infraestrutura. O desconforto e a fadiga são difíceis, mas superável. A distância da família foi o que dificultou mais para me manter focado. Mas deu tudo certo apesar das dificuldades e agora levarei muito conhecimento para o local que trabalho e meu Estado”, afirma.

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Demonstrando força feminina, Maria Carolina foi uma das duas mulheres que conseguiram finalizar o curso. Com apenas oito meses como agente, ela acredita que o desejo de conseguir mostrar a força da mulher lhe motivou bastante para conseguir se manter firme até o final.

“Foi um desejo realizado, uma superação, pois não foi fácil. Por ser um curso de intervenção poucas mulheres participam e uma mulher terminar é muito gratificante, pois não teve nenhuma diferença por ser mulher. É um curso de uma grande importância para mim e mostram que as mulheres podem ir para o operacional”, desabafa.

O policial militar do Segundo Batalhão de Choque da Polícia Militar, Diego Oliveira, desejava conhecer a doutrina da intervenção carcerária e foi isso que o motivo a integrar o CIRRC. “A intervenção carcerária está se mostrando muito competente e eficiente então quis realizar o curso mesmo sabendo de todas as dificuldades. A grande adversidade é manter o controle emocional no último dia que contém tudo aquilo que aprendemos durante todos os dias de curso.

A capacidade e importância de trabalhar em equipe foi outro ponto destacado durante toda trajetória de 18 dias. E foi isso mais importante para o agente penitenciário da Cadeia Pública de Quixadá, Paulo Régis. “No curso aprendemos que nós devemos nos unir, permanecer unido, saber dividir, e os pequenos detalhes fazem a diferença. Companheirismo, divisão de tarefas e da importância do grupo. Uma grande dificuldade foi essa, mostrar que somos um grupo, e não estamos e nem conseguimos fazer nada sozinhos”, admite.

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A informação é da Assessoria de Comunicação