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O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), elogiou o acordo entre partidos para realização da primeira sessão remota para análise de vetos presidenciais da história do Congresso Nacional. “O governo se sente prestigiado e sente que atendeu a vários pedidos da oposição em uma votação em que todos aprenderam o exercício da convergência mesmo que temporária”, afirmou.

Segundo ele, a votação pode ser até inédita no mundo. Ele lembrou que, atualmente, há mais de 80 países com o Legislativo sem funcionar.

Gomes disse que a sessão de hoje foi um teste para ver a viabilidade de análise remota de vetos sobre temas com maior divergência, como os vetos do Poder Executivo ao pacote anticrime. Entre os 24 pontos vetados do pacote destaca-se a permissão para o governo fechar acordo com indiciados e desistir de processar a pessoa por crimes contra o patrimônio público previstos na Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92), o chamado acordo de não persecução penal.

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Para o deputado Tadeu Alencar (PSB-PE), o acordo não foi ideal, mas permitiu à oposição derrubar vetos importantes, como os do Recine e do RenovaBio. “Isso implica ter de manter vetos como BPC, agricultura familiar e objetivos do milênio”, disse.