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Najara Araujo/Câmara dos Deputados Presidente da Câmara dos Deputados, dep. Rodrigo Maia, concede entrevista coletiva sobre a atividade legislativa durante a crise causada pelo coronavírus Maia: “Eu sou a favor da Lava Jato, mas houve excessos"

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse em entrevista à Rádio Banda B, de Curitiba (PR), ser contrário à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Operação Lava Jato. Para ele, excessos cometidos pela operação devem ser apurados pelos meios institucionais próprios do Ministério Público, como o Conselho Nacional do Ministério Público, a Corregedoria da instituição e a Procuradoria Geral da República.

“Eu sou a favor da Lava Jato, mas houve excessos. E em qualquer área, quando há excessos, as pessoas têm que ser punidas. Cabe à própria estrutura de controle do Ministério Público investigar e tomar as decisões, mas não cabe a nenhum de nós interferir nisso”, disse.

Para o presidente da Câmara, “é muito perigoso e sensível” o Congresso fazer esse tipo de investigação. “É claro que todos defendem as investigações e, se excessos forem identificados, cabe às instituições tomar as decisões corretas”, disse.

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Impeachment
Questionado a respeito de sua posição sobre pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro protocolados na Câmara, Maia voltou a dizer que não há condições para avançar com processos do gênero.

“Impeachment é um julgamento político. Eu não vejo neste momento condições de avançar num processo de impeachment. Isso geraria apenas mais crise, afundaria a economia e aumentaria o desemprego”, disse.

Para Rodrigo Maia, em meio à crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, o Congresso precisa avançar em pautas que permitam o enfrentamento da queda de arrecadação e do aumento dos gastos, como a reforma tributária e a Reforma Administrativa.

“Temos que avançar na reforma tributária e esperar que o governo apresente sua proposta de reforma administrativa”, disse.

Reforma tributária
Maia defendeu a proposta de reforma tributária em tramitação na Câmara (PEC 45/19), que unifica os impostos sobre bens e serviços, como ISS, ICMS, IPI e PIS/Cofins, e simplifica o sistema. Para o presidente da Câmara, a simplificação vai permitir o aumento da competitividade das empresas e vai aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) a médio prazo.

“Economistas acreditam que, em 12 anos, o impacto da simplificação dos impostos sobre bens e serviços vai provocar um aumento de 20% do PIB”, disse.